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Música
Música A vida é feita de música A batida do coração O vento nas árvores Passos no chão O canto dos pássaros E o som da tua voz. O amor me faz lembrar Uma música que esqueci Um passo em falso que dei Um dia que perdi Uma vida que ganhei. Estar ao teu lado É ver notas musicais Voando entre as nuvens Com formas angelicais Com as formas que tu tens As curvas que teu corpo faz. Ouvir tua voz Ver teu olhar Ver teu sorriso, doce sinfonia É como ver o mar Imensa alegria De poder navegar Nas ondas da tua música Num leve farfalhar Do tecido caindo A te desnudar. Novamente música Sinto em meu peito Fecho os olhos com força E o momento aproveito E eu espero que queiras Deitar-se em meu leito E que queiras aproveitar A magia do tempo Que passamos juntos Ouvindo a música De todos os sons De qualquer jeito.
Escrito por Edegar Neumann às 19h25
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Papai
Serei papai de novo! É uma experiência maravilhosa! E assustadora! Sou, sempre fui, uma pessoa muito metódica. O que não significa exatamente que sou uma pessoa prática, mas sim que eu busco um motivo para tudo, busco sentido, busco explicações. Sou quase como o Chapolim Colorado: "Todos os meus movimentos são friamente calculados". E a maioria dos meus movimentos tem quase a mesma precisão que os do "herói" vermelho... E com isso devo também confessar, a contragosto, que sou uma pessoa preocupada. Que acabo perdendo muito tempo a me preocupar com algumas coisas. Por exemplo: como criar este novo bebê? Como saber se ele está feliz, se ele vai ser uma pessoa legal? Como fazer para que minha linda filha não sinta ciúmes deste novo bebê? Hum... mas ela vai sentir, isto é inevitável! Então como fazer para que as duas crianças convivam bem? Como saber se a filha que eu já tenho está sendo criada corretamente? Na verdade são tantas preocupações!!! E este mundo onde vivemos? Já foi-se o tempo em que podíamos brincar tranquilamente na rua, sair e andar pelo bairro sem medo. E hoje? Como é possível ter filhos e não se preocupar com a segurança deles? Por outro lado, a visão de um bebê sorrindo, só pelo fato do papai estar ali, é algo inexplicavelmente delicioso. Chegar em casa, depois de um dia cansativo, e brincar com minha filha é algo que muito me agrada. Sentir orgulho quando a vejo superar obstáculos, quando a vejo crescendo e aprendendo mil e uma coisas, é muito bom! Compensa as noites insones, as corridas ao pronto socorro às 3 da manhã, compensa as preocupações. Saber que esta menina linda, manhosa, inteligente e de gênio forte é minha filha e saber que eu a amo e ela me ama, tudo isso me dá força para continuar a me preocupar. Acho que tenho que me esforçar mais para curtir os momentos bons e me esforçar ainda mais para não me 'pré'ocupar com os problemas. Quando eles vierem, resolvemos. Se não tiverem solução, é porque já estão solucionados. Mas falar é mais fácil que fazer. Enfim, daqui a 8 meses ou menos, teremos nova companhia em casa! Que venha com saúde e energia! Amor não vai faltar!
Escrito por Edegar Neumann às 18h28
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Ah, se todo dia fosse assim E eu pudesse apenas contemplar o mundo em sua vastidão, ver o dia passar e passar pelo dia, sem nenhum arranhão Sem nada que pudesse me fazer mal, apenas sentindo a brisa soprar, o ar entrando em meus pulmões Ver o sol passear pelo céu, ver as aves voando... para onde será que elas vão? Apenas fazer perguntas simples, filosóficas, nada catastróficas. Ah, se todo dia fosse assim E eu pudesse sentir teu cheiro a todo instante, tocar toda tua beleza, te dar toda a alegria Ver você passear por aí, no seu balançar cativante, seu sorriso inebriante Se nada fosse entediante, eu dançaria com você o tempo todo, mesmo sem saber dançar Pois só a alegria importaria, nada mais magoaria, tudo mais eu faria, só para te alegrar Ah, se todo dia fosse assim E ninguém falasse palavras amargas, dedo em riste, contra aqueles que amamos E todo nosso amor pudesse ser revelado, sem medo, sem barreiras, apenas amor Amor infinito, amor verdadeiro, amor... simples, sem palavras Sem definições, sem códigos, só brincadeiras, só... amor Ah, se todo dia fosse assim E a distância não me separasse daqueles que amo, que um abraço fosse simples como esticar os braços Que a voz viesse límpida e presente, não eletrônica e distante, e que viesse completa O som, o calor, o carinho, o sorriso, o cheiro... ah esse cheiro! Quero me perder sempre assim, neste devaneio e ficar sempre sonhando, para poder sempre dizer Ah, se todo dia fosse assim!
Escrito por Edegar Neumann às 10h14
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A dor que sinto agora em meu corpo, em minhas juntas, não é sinal dos tempos. É algo mais profundo. É como se a dor de todo este mundo passasse por mim. Mas nem sempre me sinto assim, parte deste mundo. Já me senti como se fizesse parte de outro mundo, como se não pertencesse a este lugar. Quem nunca se sentiu assim, como que excluído? Mas se eu já me senti como se não fizesse parte, por que tenho estas sensações agora? Por que sinto como se o tempo estivesse pesando? Bom, talvez seja mesmo sinal dos tempos, talvez eu esteja negando algo que é inexorável! Pensando bem, é provável que eu esteja usando este artifício. É... Deve ser porque realmente o tempo está passando. Mas, ao menos, não está passando em branco! Eu não posso dizer que não estou aproveitando! Gosto da minha vida! É só que às vezes cansa... É... deve ser isso... Dúvida...
Escrito por Edegar Neumann às 00h39
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Juntos
A alegria de ver teus olhos brilhando De ver teu corpo se movendo De ver teu sorriso se abrindo E seus olhos se fechando É a alegria de te amar. A alegria de te amar como eu amo É a alegria de viver teus momentos De sentir teus sentimentos De ouvir teu silêncio De compartilhar teus sons. Compartilhar a vida com você É amar cada momento É amar o sentimento É sentir o quanto se ama E amar a alegria. É a alegria de ver teus olhos iluminados De descobrir, e redescobrir, as suas curvas Se delineando em meu corpo De sentir seus lábios se fechando nos meus E ver seus olhos entreabertos Enquanto se entrega ao amor E ao prazer nos braços meus. Mas amar como eu amo Também é compartilhar a lágrima Compartilhar a dúvida Vencer a dificuldade E silenciar o sofrimento. Também é acolher seu rosto em meu peito Seu corpo em meus braços Teus anseios em meu calor. Também é entregar meus medos E minhas sombras à sua luz Meus soluços ao seu riso Minha fraqueza à sua força. Juntar a minha vida à sua Minha vitória à sua Sua força à minha É amar nossas vidas É amar nosso futuro e nossos frutos Amar teu amor, Amor é te amar. Meu amor, Te amo!
Escrito por Edegar Neumann às 06h48
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Correria
Eu ando num clima de achar a vida complicada. Sim, eu sei, ela é! Ou somos nós que complicamos, sei lá!
Estava pensando sobre os objetivos que colocamos em nossos planos, e o que fazer quando o alcançamos. Eu tinha um objetivo, que era alcançar uma zona de conforto pra mim. Ou seja, uma situação de cultura, conhecimento e condições físicas, financeiras, suficientes para poder aproveitar a vida. E alcancei esta condição, e estou aproveitando a minha vida. Mas às vezes me comparo às outras pessoas, e vejo que elas sempre estão buscando algo a mais. Uma outra faculdade, um carro melhor, um apartamento maior, uma remuneração mais alta. Por quê?
Será que eu estou equivocado ao me dar por satisfeito de ter chegado ao ponto em que cheguei e me ocupar apenas em manter este nível? A vida me parece curta, às vezes, para tudo o que podemos fazer nela. Conhecer, ajudar, crescer, aprender, amar, criar. São tantas coisas!! E ainda ficar preocupado com conquistas?!
Acho que a linha de raciocínio pode ser a mesma seguida no texto sobre a perfeição. Ou seja, não dá pra ficar parado no tempo. Não quero isso. Mas daí a fazer da própria vida um eterno furacão, no qual não se tem tempo para colher os louros?
Nossa mente vive sempre cheia de pensamentos, mesmo quando estamos mais relaxados. Se além disso ainda vou ocupá-la com mais e mais informações, os pequenos momentos do dia-a-dia se perdem e não são aproveitados. Um sorriso de uma criança, um animal cuidando da sua vida, ou uma refeição simples deixam de ser prazeres e tornam-se apenas mais uma informação que vai sendo acumulada.
Não, prefiro aproveitar meu tempo aproveitando o tempo que tenho!!! Prefiro dar oportunidade a que a vida se desenrole num ritmo normal. E seguir o caminho que desejo, planejando e fazendo minhas viagens, saboreando os paladares, beijando e namorando, brincando com amigos e com minha filha. Assim sei que terei aproveitado bem cada momento vivido!
Escrito por Edegar Neumann às 23h43
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Mais uma de amor
Amor é atitude! Foi o que me disse uma amiga, há algum tempo atrás. Amor é atitude! É uma frase forte, que mesmo pequena encerra em si um espectro grande de significados. Talvez tenha até significados um tanto quanto indefinidos. Pode significar que amar não é só admirar alguém, ou desejar. Que não é somente depender ou precisar. Eu acredito que esta frase encerra em si o fato de que o amor envolve amar o outro, a outra pessoa, pelo que ela é, sem exigir nada em troca. Envolve oferecer suporte, apoio, sorriso, palavras amigas, palavras de amor, dedicatórias, carinhos, sem esperar retorno, compensações, reparações. Envolve apenas amar por amar! Mas é factível? Amar sem esperar nada em troca? Também acredito que não. Não, pelo menos, o tempo todo. Todos temos nossas necessidades e carências, em maior ou menor grau, e nem sempre conseguimos satisfazê-las por nós mesmos. E sem ter medo do clichê, não há sensação melhor que amar e ser amado! É um momento sublime aquele em que se percebe que se está amando alguém, e que este alguém, sem dúvidas, também lhe retribui o amor! Então é claro que em muitos momentos nosso amor passará pela necessidade de termos algo, algum retorno, vindo da outra parte. Um beijo, um carinho, um abraço, palavras amigas, apoio, suporte. Mas um amor puro, gostoso de se vivenciar, também passa por momentos em que é possível amar sem esperar o retorno. São aqueles momentos em que vemos a pessoa amada alcançando um objetivo pelo qual batalhou muito, em que a admiração toma conta de nós, são os momentos em que observamos as qualidades, a beleza de quem amamos, aqueles momentos em que apenas o ressoar da voz já é suficiente para que nossos corações se acalmem e alcancem a paz que todos precisamos. São também aqueles momentos em que apenas estar ali para oferecer algo, ou apenas para observar, nos basta. Será que isso define um pouco o significado da frase (Amor é atitude!)? Acho que sim. Mas de fato, estou dissertando aqui apenas sobre o amor em si, e não sobre o relacionamento entre duas pessoas, que faz parte e precisa do amor. E precisa do amor de ambas para vingar, crescer e se sustentar. Talvez com os dois participantes da relação tendo consciência desta idéia, de que amar é atitude, seja possível manter este sentimento puro por mais tempo, pois ambos estarão oferecendo mais do que esperando, e portanto ambos receberão ao mesmo tempo que estarão oferecendo. Seja uma palavra, um carinho, uma mensagem no celular, um beijo, ou apenas um sorriso de alegria e felicidade, que tão lindamente se declara (Eu te amo!). Talvez com esta idéia na cabeça seja possível alcançar um relacionamento muito mais profundo e completo. Aquele tipo de relacionamento que atravessa os tempos e inspira as pessoas. E acredito que seja possível manter isso, com menos cobranças, exigências, concessões e desgastes, e com mais alegria, carinho, diversão, sensualidade, beijos, conquistas... Enfim, com mais amor!
Escrito por Edegar Neumann às 16h12
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Nome
É algo curioso, para não dizer desafiador, tentar dar nome aos sentimentos. Ou, no caminho contrário, a partir do nome, definir o sentimento.
Como o medo, por exemplo. Já citei muito esta palavra em meus textos, mas o que significa ter medo? Eu diria que é uma sensação de extremo desconforto frente a uma situação concreta ou possível. É o que sentimos quando enfrentamos algo que achamos que poderá nos prejudicar de alguma forma, seja ela física ou psicológica. É o que sentimos quando estamos, ou pensamos estar, em perigo. E que tipo de perigo? Todos os tipos!
Medo de ser assaltado, medo de sofrer um acidente, medo de ter medo...
E medo de amar... ou de ser amado. É um receio pela dor da perda. É quando se pensa nos problemas que podem advir daquele amor e que por vezes não nos permite que nos entreguemos àquele sentimento.
Não quero aqui tirar a razão de quem tem medo, nem a importância do sentimento, ainda que existam situações e pessoas em que este medo ultrapassa a medida do razoável e interfere demais na vida, no dia-a-dia. Neste ponto o sentimento já pode ser tratado como fobia e caso para profissional. Mas o medo, um medo "normal", existe e não é necessariamente um sentimento negativo. Pois ele nos protege ou avisa contra perigos, nos permitindo, se for o caso, uma preparação, nos permitindo avaliar uma determinada situação, para saber se somos capazes de enfrentá-la e como enfrentá-la. Nos permite avaliar se queremos enfrentar a situação.
Faz parte também do raciocínio que nos lembra de que devemos trancar a porta de casa ao sair, olhar para os dois lados da rua ao atravessar a via, que nos avisa contra lugares escuros e pouco protegidos.
Estamos vivendo em um mundo complicado, e um pouco de proteção não nos fará mal, basta não exagerarmos, basta não nos protegermos excessivamente, a ponto de deixar de viver com plenitude. O que quero dizer é que o risco faz bem, pois só correndo alguns riscos conseguimos alcançar pontos mais altos e mais prazerosos. Se não corremos risco, estaremos fadados a pensar sempre "E se...?"... E se eu tivesse tentado, e se eu tivesse me entregado àquele amor, e se eu tivesse insistido mais um pouco.
Para mim, é mais fácil lidar com algumas frustrações e superar alguns traumas do que ficar o resto dos meus dias pensando no que teria acontecido se eu não tivesse me entregado, se não tivesse perdoado, se não tivesse insistido, se eu não tivesse amado...
Escrito por Edegar Neumann às 16h17
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Amor meu, agora há pouco o vento soprou, e pareceu dizer o seu nome... me lembrei de você, dos teus olhos, do teu toque... senti um desejo gostoso, um desejo de abraçar, de beijar, de amar... de falar, olhando para você, que te amo, te quero... de falar que você é meu mundo, falar que sem você desespero... de falar o teu nome macio, sentir tua presença tão quente, e de comemorar tão gostoso o dia em que teu amor me apareceu de repente.
Escrito por Edegar Neumann às 23h30
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Para além do último
Só acaba quando chega ao final. Mas como a gente sabe que chegou? Na dúvida, vamos tentando ir adiante, e aproveitando. A vida nos surpreende sempre. Para o bem e para o mal. Com o mal se aprende. Com o bem se vive intensamente. E assim vamos vivendo e buscando melhorar e superar, aproveitar e sorrir. Estou contente. Não sempre. Mas estou vivendo. Há muitas dúvidas? Vamos solucionar uma de cada vez! Há muitos problemas? Concentremo-nos naqueles que nos afetam imediatamente. Não há como planejar? Vamos aproveitar. O caminho é tão bonito quanto o destino final. E não é raro parar para aproveitar paisagens que, se não estivéssemos atentos, perderíamos. Fiquei muito tempo sem escrever, portanto estou com muitas idéias na cabeça. Idéias sobre chuva, sobre limpar a alma. Idéias sobre o medo e como lidar com ele. Idéias sobre o amor... O que é o amor? Como amar? Idéias sobre relacionamentos e como vivê-los. Idéias sobre confiança, lealdade. Idéias sobre o recomeço, sobre o renascimento, sobre o mito da Fênix, ressurgir das cinzas. Idéias sobre viagens e sobre liberdade. E o que é ser livre? Puxa... o que é ser livre? Ser livre é agir de acordo com suas próprias idéias. Será? Será que estas idéias são as nossas ou alguém as colocou ali. Ser livre é não ter um senhor a nos determinar o que fazer. Mas quem é, e como definir se há, esse senhor? Numa viagem, ser livre é não precisar chegar ao final para poder dizer que aproveitou bem o tempo. É poder parar quando a vida nos coloca obstáculos, ter tempo para analisar e superar o obstáculo, e, se ele for intransponível, é poder parar por ali mesmo e se divertir com o que estiver ao redor. Afinal quem disse que precisamos chegar ao final, superar todo e qualquer obstáculo? Ou então ser livre é poder mudar o destino final, mudar a rota. Recomeçar. Renascer. Ser livre é poder parar, no meio da viagem, mesmo que não exista nenhum obstáculo e a pista, o caminho, esteja livre. Será que aquele objetivo final, aquele destino final, é realmente o que eu queria ver ou aproveitar? Aproveitando cada momento do caminho, aproveitando os aromas, os sons, as sensações, meditando e concentrando-se no que está ao redor, aí sim, poderemos dizer que aproveitamos os dons da vida e poderemos dizer: "Eu vivi! Eu vivo!"
Escrito por Edegar Neumann às 13h08
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O último beijo
Muito além das montanhas Para além das palavras Dos seus significados Reside meu sentimento
Muito além do mar Para além das ondas Que sempre mudam de lugar Reside meu coração
Também eu sempre mudo Nunca fico num lugar Minha vida sempre foi Um eterno viajar
Mas sempre estás comigo Sempre estás em meu pensamento Levo o sorriso e no peito o amor A alegria, um beijo e a dor
Não deixo a lembrança Nunca se apagar Sempre guardo em meu peito Sua imagem, seu olhar, seu beijo
Um toque, foi tudo o que eu quis Uma lembrança, foi todo meu desejo Um beijo, foi o que eu consegui Uma alegria, um último beijo
Escrito por Edegar Neumann às 22h13
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Rise
As the sun goes on and on, the men rise and fall. For many reasons, in many ways. We born, we grow, we love, we hate, and then, sooner or later, we go.
But not the sun.
The sun is always there, with his fire, his love, on his journey, through the universe.
Entire civilisations build their castles, their temples, their towers of incredible hight, but then, who cares, we are only a small part of the history.
Why do they do all these wonderfull things? To impress the beloved one, to prove something to someone. To a god, to itself, to the vassals, to own allegiance, to gain power.
But who are we without the sun, without the love, without the fire that burns inside every one and that sometimes is so hard, so strong, that it looks like the fire that burns up in the sky. No the same fire in every chest, because it burns hotter in the hearts of the passioned men. Women and men who are always loving, even when they don´t want to. Just like the sun, burning without knowing why, without knowing how to stop, when to stop.
When we - because I include myself in this group - fall in love, this love grows, give us strength, but then it burns us down.
And then, from the ashes, the love reborn, just like a Phoenix, and it comes alive once more, gaining forces from where there is nothing, growing without eating, without drinking, absorbing the energy from the love itself.
But in the process, there we go again, loving, burning, happy, sad, and always alive! So alive and kicking!
So is our love, like the Phoenix, always in this cycle, with the difference that we don´t live for five hundred years, and we don't travel through the forgotten cities in the old Egypt or Arabia or who knows where the myth could lead us.
I wish I could fly, wish I could go side by side with these fantastic birds, with the sun, to the neverending shores, where we could rest and build a nest and stand there, to remember all loves and lovers that burned us down.
And then we would be free to do the neverending journey, just like the Phoenix, as the sun goes on and on.
(I wish to thank you Cristiane for helping me with this text. Kisses!!)
Escrito por Edegar Neumann às 17h42
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De luz e escuridão
Certa vez estive em um barco, de fato um catamarã, quando fui mergulhar no Arquipélago de Abrolhos. Estive lá, milhas distante da terra firme, pra dentro do oceano. Passei três dias embarcado, duas noites dormindo no suave balançar das ondas. Muitas coisas me marcaram, muitas lembranças boas! Ótimas! Mas duas lembranças quero colocar aqui, pois, por algum motivo que ainda não entendi, elas sempre me acompanharam, e tenho pensado muito nelas ultimamente.
Curiosamente, ambas tem relação com a luz e a escuridão. Uma lembrança é do mergulho noturno que fizemos, mais especificamente do momento em que desligamos nossas lanternas, a cerca de 10 metros de profunidade, logo abaixo do Horizonte Aberto, o nosso catamarã. Foi um momento de absoluta magia! Num primeiro instante, havia apenas a escuridão e os ruídos borbulhantes da água e, ocasionalmente, das bolhas saindo do regulador de pressão do cilindro. Mas em poucos segundos, com a visão se aguçando em meio àquele breu total, começamos a enxergar pequenos pontos luminosos. Eram pequenos seres, flutuando ao nosso redor. Seres com luz própria! E estavam ali, ao nosso redor todo o tempo, mas somente quando abandonamos todos os recursos conhecidos, e nos entregamos ao desconhecido absoluto é que pudemos contemplar aquele momento insólito, de beleza única. Não sei quanto tempo ficamos ali, entretidos com aquele espetáculo, mas as imagens ficaram gravadas em mim. E é a única forma de recordar estas imagens, olhando pra dentro de mim, pois era impossível com os recursos disponíveis fotografar ou gravar aquilo. Mesmo porque, mesmo que exista algum equipamento capaz de registrar aquelas imagens, não seriam nada se comparadas ao prazer de vivenciar aquela experiência. Infelizmente a vida continua e tivemos que religar nossas lanternas e iniciar o procedimento de subida.
O outro momento gravado na minha memória, e somente nela, pois também não foi registrado, foi também numa das noites. Estávamos na proa do catamarã, deitados e conversando. E olhando o céu. Nunca, em nenhum momento de minha breve existência, vi um céu como aquele. Todas as estrelas pareciam estar acordadas! Mas havia uma grande ausência: a lua! Ela não estava lá, estava escondida, renovando-se. Porém, sua ausência permitia que as estrelas mostrassem todo seu encanto. Muitas estrelas, muitas vezes mais estrelas do que estava acostumado. Pequenos pontos, cada qual com sua luz própria. Talvez uns poucos refletindo a luz do sol ou de outra estrela, mas todo o restante, com seu próprio brilho.
Existe o ditado que diz que "Relembrar é viver", e realmente me sinto assim ao abrir este arquivo e puxar estas imagens. Sinto-me quase como se estivesse lá novamente. Vendo aqueles pontos de luz em meio à escuridão, ouvindo apenas o som da paz, sentindo apenas os cheiros da natureza, embalado pelo doce balanço do mar. Senti falta da lua, mas pensando bem, que bom que ela não estava lá.
Escrito por Edegar Neumann às 01h22
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Companheira
Para onde quer que eu vá, ela sempre está comigo: irmã Lua. Sempre tive especial afeição por ela. E hoje ela está cheia, e cheia de graça ela olha pra mim e olha por mim. Já fui a cantos distantes neste país e até um pouco fora dele. E ela também estava lá a me olhar.
Seus mistérios me fascinam. Seu feitiço me envolve. Sua luz, meia-luz, alcança até os mais escuros recônditos do meu coração. Quantos poetas já versaram sua beleza? Quantos menestréis, antigos e modernos, já não cantaram sua malícia? Sou apenas mais um e na minha humildade reconheço a pequenez de minha oferta a esta imensa companheira de horas escuras, e ao mesmo tempo sempre brilhantes. Mas nem por isso deixo de externar minha admiração e gratidão pelos momentos de êxtase ao contemplá-la. Sempre brilhante.
Sempre brilhante? Sempre sim! Pois mesmo quando ela está escondida por nuvens, mesmo quando a chuva cai, sinto sua presença. Não tenho como escapar a sentir um arrepio. Uma sensação de desconhecio. Sim, eu sei, o homem já conspurcou sua superfície, já fotografou, analisou e até seu lado mais obscuro desvendou. Grande coisa! Para o coração dos que a amam ela permanecerá sempre bela e misteriosa. Já a puseram para casar com a Terra. Grande bobagem! Ainda que a história tenha ficado bonita e comovente, puro devaneio. Para mim, a irmã Lua continua pura e bela, ostentando seu sorriso de pérola no céu estrelado, pequenas flores a enfeitar seus cabelos negros.
Sim, é um caso de amor Platônico. Amo aquilo que não posso ter. E talvez, se tivesse, não amasse mais. Pois amo-a por admirar sua imponência. Se estivesse ao meu alcance, que graça teria? Que mistérios haveriam para serem desvendados, que fantasia poderia ser imaginada, se tudo passaria a ser real? Quero-a assim: longe, inatingível, apenas para imaginar o por quê dela sorrir sempre assim pra mim. Apenas para sentir, nesta distância inexplorável, a sua magia a me acariciar e embalar meus sonhos brancos, alvos ao luar.
Escrito por Edegar Neumann às 23h15
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Metade da Laranja
O amor e os relacionamentos podem ser, por vezes, egoístas. Um quer o outro só pra si. Sempre junto de si, acompanhando tudo. Quase uma dependência, um vício. Pode ser devido à velha história da fusão amorosa, em que duas pessoas acabam sendo apenas uma. É o que pregam muitas religiões e o conservadorismo que de certa forma ainda é vigente. Esta busca pela "Metade da Laranja" permanece no pensamento de todos os que se apaixonam ou buscam o seu companheiro pra vida inteira. Mas as pessoas não são desta forma. Hoje eu acredito ser praticamente impossível encontrar duas pessoas assim, que se encaixem com tamanha perfeição, precisão. E se existir este encaixe perfeito, posso estar enganado, mas a relação corre o sério risco de se tornar enfadonha, pois não haverão desafios a serem encarados e vencidos na relação. Uma pessoa não vai ter nada a agregar à outra.
O mais comum de se ocorrer é que duas pessoas diferentes se encontrem e se unam. E aí, para se "adaptar" às condições impostas pelo pensamento da união perfeita, um idealiza o outro, colocando-o como aquele que vai atender a todas as suas necessidades e anseios, o que, por óbvio, é uma farsa, uma ilusão. Não há como se pensar que isso possa ser possível. E as decepções são apenas uma questão de tempo.
É preciso que os dois participantes da relação visualizem o seu parceiro como ele é, e a partir disso analisem se a relação tem futuro ou não, se vai agradar, se vai agregar ou não.
Acredito que, havendo amor, a relação, mesmo entre dois seres tão desiguais, poderá ser enriquecedora e duradoura, guardada esta questão de respeitar os desejos, a individualidade um do outro, sem idealizar, e sim encarando a realidade e trabalhando junto com ela, não contra ela.
Haverá um espaço, entendo, para a fusão, haverão aqueles momentos, íntimos ou não, em que o relacionamento estará tão forte, a sintonia estará tão perfeita, que duas pessoas, mesmo diferentes, parecerão realmente ser apenas uma só. Mas serão momentos. Em outras oportunidades, cada um estará preocupado com seus próprios interesses e assuntos, e isto pode sim ser saudável. Pois assim, cada um poderá se desenvolver e, quando for preciso, um poderá também dar o apoio que o outro precisa, dar a força, o empurrão, ou mesmo, segurar um pouco o entusiasmo, quando necessário. Mas sempre respeitando o espaço, a necessidade que cada um tem de crescer nos próprios erros e acertos.
Não acredito ser uma tarefa fácil. Foi-se o tempo em que o casamento, por força do costumes vigentes, era para sempre. Hoje vivemos uma época muito dinâmica, as pessoas tendem a procurar as alternativas mais fáceis, e as separações ocorrem aos montes. Num mundo onde a informação corre solta, as tentações e os desvios de caminho aparecem aos borbotões, é muito comum que existam problemas e é muito comum ver lares divididos. O caminho mais difícil é manter a união. Viver sozinho está mais simples hoje, com tanto entretenimento disponível e com a sociedade aceitando esta opção de vida com muito mais facilidade. Viver um casamento é mais difícil, pois - além de todos os outros problemas do cotidiano, como trabalho, finanças, criação dos filhos, saúde, segurança - envolve conciliar estas diferenças, envolve cultivar o amor e o respeito. O tempo é o senhor da verdade, me disseram uma vez, e cabe também a esta análise. Não sei se estou certo, mas é o que acredito.
Um relacionamento pode ser comparado a uma árvore: cuidando bem dela, dando-lhe água e uma terra boa para crescer, ela dará bons frutos. O cuidado depende apenas dos dois parceiros, do respeito e admiração mútuos, do amor e de como tratar as diferenças; a terra vai depender da base, de como se dá ou deu o crescimento de ambos, dos valores que cada um tem ou desevolveu. Tendo uma boa dose de cuidado, e cultivando seus valores, e estes sim devem ser parecidos, a relação tem uma boa chance de prosperar e render bons frutos, para ambos e para os que estão ao seu redor.
Escrito por Edegar Neumann às 13h32
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